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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Nintendo confirma rumores e lança portátil com tela maior

DSi LL, com tela de 4,2 polegadas, será lançado em novembro no Japão.
Em termos de funcionalidade, novo modelo é parecido com versão anterior. Foto: Divulgação

DSi LL, com tela de 4,2 polegadas, será lançado em novembro no Japão.

O fabricante japonês Nintendo vai lançar, no próximo mês, uma versão avançada de seu console portátil DSi, o DSi LL, que tem como principal novidade uma tela maior que a do modelo anterior.

O Nintendo DSi LL chegará às lojas no Japão no dia 21 de novembro por 20 mil ienes (cerca de R$ 390) e terá uma tela de 4,2 polegadas, contra 3,25 polegadas do DSi, o que o equipara em tamanho ao portátil PSP, da concorrente Sony.

A empresa japonesa tornou assim oficiais os rumores que há dias vinham anunciando o lançamento da versão avançada do DSi. Um porta-voz da companhia disse nesta quinta-feira (29) que o novo DSi LL deve chegar à Europa entre janeiro e março de 2010, e, por enquanto, não se sabe a data de comercialização na América Latina.

Segundo ele, a tela oferece maior ângulo de visão, o que permitirá que várias pessoas possam vê-la com conforto de forma simultânea. Em termos de funcionalidade interna, o DSi LL é similar ao antecessor, com a possibilidade de se conectar à rede através de Wi-Fi (rede sem fio).

A bateria tem duração de 9 a 11 horas, com a tela em condições normais, enquanto, com brilho máximo, é de até cinco horas. Com um tamanho de 16 cm x 9 cm e espessura de 2,12 centímetros, o novo modelo da Nintendo conta com uma espécie de caneta para facilitar as operações na tela.

Foto: Divulgação

Nintendo DSi LL chegará às lojas no Japão no dia 21 de novembro por 20 mil ienes (cerca de R$ 390) e terá uma tela de 4,2 polegadas, contra 3,25 polegadas do DSi.

O anúncio do lançamento do DSi LL coincidiu com a divulgação dos resultados semestrais da companhia, que reduziu seu lucro entre abril e setembro em 52%, para 522 milhões de euros.

A Nintendo levou ao mercado o console portátil DS em dezembro de 2004 e, em novembro do ano passado, apresentou a versão DSi, equipado com câmara e reprodutor de áudio. Até agora, a Nintendo vendeu 113,48 milhões de consoles da linha DS, incluindo 28,12 milhões no Japão.

Cão de quase 21 anos é coroado o mais velho do mundo

Dono disse que tem 'Otto' desde que ele tinha seis semanas.
'Chanel', que era o cão mais velho do mundo, morreu em agosto.
Foto: Reprodução/Daily Mail

Cão 'Otto' foi coroado como o mais velho do mundo

ais velho do mundo. Ele tem 20 anos e oito meses --a idade equivale a 145 anos humanos, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".

"Otto" ficou com o título após a morte de "Chanel", de 21 anos, que morreu em agosto deste ano. Além dele, outros dois cachorros reivindicam o título vago. Um teria 25 anos e o outro, 23. No entanto as idades não foram confirmadas.


O proprietário Peter Jones, de 68 anos, que mora em Shrewsbury (Reino Unido), disse que tem "Otto", que nasceu do cruzamento das raças dachshund e terrier, desde que ele tinha seis semanas. Sua mulher Lynn, de 53, guarda um certificado que comprova a idade do animal.

Jones afirmou que, quando descobriu que "Chanel" tinha morrido e era o mais velho do mundo, pensou que "Otto" poderia ficar com o título de cão vivo mais velho do mundo.

Os proprietários Lynn e Peter Jones atribuem a longevidade de seu animal de estimação a três fatores: muito amor, comida boa e check-ups regulares em clínicas veterinárias.

domingo, 8 de novembro de 2009

"Avaliar ensino e não fazer nada é medir a febre e não medicar'

Crítica é do pesquisador peruano Santiago Cueto, especialista na área.
Para ele, as políticas devem levar em conta o resultado em avaliações.
Foto: Fabio Tiéri/Divulgação

Santiago Cueto é especialista em avaliação educacional

De nada adianta submeter os estudantes de um país a exames de rendimento se os resultados não forem analisados e levados em conta para melhorar o sistema de ensino, opina o pesquisador peruano Santiago Cueto, 49 anos, um dos principais especialistas em avaliação educacional na América Latina.

“Se só olharmos os resultados, é como se colocássemos o termômetro muitas vezes ao dia no paciente, mas não déssemos nunca remédio nem fizéssemos outro diagnóstico”, diz. Doutor em psicologia educacional pela Universidade de Indiana, nos EUA, ele publicou dezenas de artigos em livros e revistas especializadas no assunto.

Em visita ao Brasil, onde veio como conselheiro da Avalia Educacional, empresa brasileira que desenvolve projetos de análise em redes de ensino, Cueto concedeu uma entrevista ao G1 num hotel de São Paulo nesta segunda-feira (26).

Participou da conversa o professor José Francisco Soares, do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos mais importantes pesquisadores brasileiros na área.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

G1 - Como o sr. vê a situação brasileira em relação à educação?
Santiago Cueto -
Assim como no Peru, o grande problema no Brasil é a desigualdade associada ao nível socioeconômico do estudante. O sistema é injusto porque os estudantes mais pobres reproduzem o círculo da pobreza dos seus pais através do sistema educacional.

G1 - O que pensa sobre os sistemas de avaliação no Brasil?
Cueto -
O Brasil é provavelmente um dos países da América Latina com mais programas de avaliação, o que me parece bom para o desenvolvimento de políticas baseadas em evidências empíricas. Porém, falta dar um bom uso às informações. Em muitos países latino-americanos, como o Peru, quando saem os resultados ruins nas provas, as manchetes dos jornais são só sobre isso, mas ninguém faz nada depois. Se só olharmos os resultados, é como se colocássemos o termômetro muitas vezes ao dia no paciente para medir a febre, mas não déssemos nunca remédio nem fizéssemos outro diagnóstico. Então, é importante pensar a reforma do sistema educacional, em como as avaliações vão ser parte disso e como será usada a informação para melhorar o sistema.

José Francisco Soares - O que acontecia até muito recentemente é que as pessoas diziam: 'Essa escola é uma boa escola'. Mas, de repente, houve uma mudança e não foi só no Brasil. Perguntamos: 'As crianças nessa escola aprendem?'. E isso mudou drasticamente, porque começamos a perceber que nem sempre a escola que era dita boa estava a favor do aluno.

G1 - Que exemplo pode citar?

Cueto - Em 2000 ou 2001, o Peru foi o último no Pisa (exame que compara estudantes em 57 países), com 0,1% de rendimento. O que aconteceu, e imagino que seja típico na América Latina, é que esse assunto foi notícia em todos os jornais. O governo disse que educação era uma emergência, mas, basicamente, não fez nada desde então. Não houve um programa para melhorar o rendimento. O governo poderia ter aproveitado os resultados para comparar os níveis de exigência do Pisa e das escolas peruanas. Como bons católicos, suponho, nos golpeamos: 'Pecador, pecador, pecador, último lugar, terrível', mas nada aconteceu e a vida continuou. Meu país tem pouca tradição de olhar os resultados em educação. Os educadores têm mania de fazer teoria, o que é importante, mas não de olhar os resultados das pesquisas.

G1 - No último Pisa, os alunos brasileiros ficaram na 53ª posição em matemática, na 48ª em leitura e 52ª em ciências. Como avalia esses desempenho?
Cueto -
Os informes do Pisa sobre o Brasil mostram que os piores resultados são apresentados pelos estudantes que haviam repetido e tinham mais idade para o nível em que deveriam estar. Esses estudantes são os mais pobres. O que mostra o Pisa e todas essas avaliações é que o Brasil está colocando a educação como uma de suas prioridades. Para se conseguir algo, é preciso se pensar nas grandes diferenças entre ricos e pobres, entre as regiões e as diferentes cores da pele, assim como se o estudante tem o português como língua materna ou a língua materna indígena.

Chupeta e dedo: como lidar com esse hábito dos filhos

O dedo é ainda pior que a chupeta e um estudo revela que ambos podem afetar o desenvolvimento da fala da crianças
Beto Tchernobilsky

Você está com dificuldade de tirar a chupeta do seu filho? Saiba que não está sozinha. Muitos pais ficam apreensivos na hora de eliminar esse acessório da vida das crianças. Assim como chupar o dedo, esse hábito é aceitável até os 2 ou 3 anos. Crianças de 4 ou 5 anos já devem estar longe do dedo, da chupeta e também da mamadeira.

Cientistas da Universidade de Washington analisaram 128 crianças entre 3 e 5 anos e revelaram que aquelas que usaram chupeta por pelo menos três anos apresentaram mais chance de ter dificuldades para falar se comparadas àquelas que não tinham o hábito. O mesmo risco apareceu para quem chupava o dedo.

O estudo ainda mostrou que crianças que eram amamentadas por mais tempo (em torno de 9 meses) tinham menos chance de ter problema. De acordo com os pesquisadores, sucções fora do aleitamento materno, como chupeta, dedo e até mamadeira, podem ser prejudiciais para a criança, porém outras pesquisas são necessárias para comprovar esses resultados.

Para ajudar você a tirar as dúvidas mais comuns de quem está passando por essa fase de eliminar a chupeta e o dedo do dia a dia do filho, selecionamos algumas dicas sobre o assunto:


Toda criança adquire o hábito?
Alguns bebês sugam o polegar desde a fase intra-uterina. É um reflexo de sucção. A chupeta, oferecida pelos pais, pode ou não ser aceita pela criança, dependendo de sua necessidade de sucção. Para algumas, sugar o peito da mãe basta. Outras precisam mais, relaxam, acalmam-se com a chupeta. Mas não há aí relação com a personalidade futura do filho. Sugar é a forma que os bebês têm de se acalmar.

É pior chupar dedo? Por quê?
É pior, pois será mais difícil a criança abandonar o hábito. O bebê não pega a chupeta sozinho, mas pode colocar o dedo na boca mesmo dormindo.

Dedo ou chupeta fazem mal para os dentes e para a fala?
Sim. A posição da língua na boca fechada é atrás dos incisivos centrais superiores (os dois dentes da frente). Na sucção, ela fica abaixo da chupeta em movimento de vai-e-vem. Isso muda as relações entre os músculos da face, deixando o palato mais alto, os dentes mais protrusos e a musculatura não adequadamente desenvolvida. Mas leva tempo para acontecer. Uma criança de 5 anos que chupa dedo ou chupeta corre mais risco de ter todos esses problemas.

Quando o hábito deve ser interrompido?
Por causa dos problemas citados, é aceitável manter esses hábitos até no máximo os 3 anos, quando ainda é fácil corrigi-los. A maioria das crianças abandona o uso da chupeta nessa época. A sucção do dedo pode demorar mais, por estar muito acessível. Porém, o melhor é interromper esses vícios o mais cedo possível. Quando prolongados demais, o risco de problemas bucais aumenta. Há casos em que apenas a colocação de aparelhos nos dentes permanentes poderá corrigi-los.

Qual é a melhor maneira de fazer a criança largar?
Não tem um jeito fácil de deixar hábitos. Mas colocar substâncias ruins no dedo ou na chupeta está fora de questão. O melhor é proporcionar à criança um ambiente tranqüilo, seguro e elogiá-la, sem exageros, sempre que não estiver sugando. Não convém também fazer chantagens (oferecendo prêmios para que a criança pare com a mania), ameaças ou comparações do tipo "você fica feia quando chupa o dedo". O ideal é nem mencionar muito o hábito, para que não ganhe proporção além da conta. O recomendável é levar a criança a abandonar o dedo ou a chupeta aos poucos, apresentando-lhe outras opções de distração que usem as mãos. No caso da chupeta, é possível tomar algumas medidas. Não deixe mais de uma chupeta acessível à criança e evite mantê-la presa à sua roupinha para que não seja usada com freqüência. Restrinja o uso apenas para a hora de dormir e retire a chupeta logo que a criança adormecer. Não mergulhe a chupeta em substâncias doces nem a ofereça toda vez que a criança manifestar insatisfação e desejo.

Há circunstâncias mais favoráveis à retirada?
Não é boa hora retirar a chupeta se a criança estiver passando por alguma situação nova, de mudança, em casa ou na escola. Uma coisa de cada vez. Mas o nascimento de um irmão, por exemplo, não é justificativa para que o mais velho fique com chupeta (ou mamadeira) pelo período que o outro estiver usando. Dessa forma não se está protegendo, mas prejudicando o mais velho em seu desenvolvimento.

Quando a criança reage muito mal à retirada da chupeta, é aconselhável devolvê-la?
Deve-se limitar o uso da chupeta gradualmente, desviando a atenção para outros objetos, dando mais apoio e segurança ao filho. Mas chorar é a reação normal e esperada de qualquer criança. Nada agradável, mas esperada. Os pais precisam estar de acordo com o momento da retirada. Porque, se um dos dois não está convencido, provavelmente o hábito vai permanecer. É comum ter pena da criança como se ela estivesse perdendo algo bom, importante. Mas, se ela não pode nunca chorar sem causar extrema ansiedade na família, provavelmente a chupeta se tornou importante para os pais. E um filho considera importante, estressante, perigoso, amedrontador o que os pais acham.

Que reações a criança costuma ter na hora de abandonar o dedo ou a chupeta?
Um pouco de ansiedade, insegurança, birra e possivelmente acordará um pouco mais à noite. É comum. Mas, em geral, dura pouco.

É recomendável oferecer a chupeta para a criança deixar de chupar o dedo ou permitir que pegue o dedo ao abandonar a chupeta?
Pegar o dedo após a chupeta não é comum, mas, tanto em uma situação quanto na outra, não há vantagem em trocar de hábito. Melhor seguir firme nas tentativas, nunca castigar, dar proteção e muito reforço positivo, além de distrair a criança com outras opções. Ela mesma vai se encantar ao descobrir que há coisas mais interessantes no mundo do que chupar o dedo ou a chupeta.