Para recuperar imagem, marca irá anunciar novo presidente e fazer lançamentos no país. Idéia é se tornar a número 1 do segmento premium até 2015, superando Mercedes-Benz e BMW
Fabricio Migues, de Ingolstadt, Alemanha
Conceito Metroproject dá dicas de como será o A1, modelo de entrada da Audi no Brasil a partir do próximo ano
O A1 será feito baseado no carro conceito A1 Concept, que foi revelado em 2008. Será o novo veículo de entrada da Audi no mundo, posicionado um pouco abaixo do A3. Como a marca pretende aumentar suas vendas no Brasil, é prioridade que ele chegue ainda em 2010. “O Brasil é um mercado importante, e esse modelo fará sucesso, pois pertence a um segmento bastante desejado no país”, revelou Schwarzenbauer.
A1 também deve ter versão com quatro portas e o mesmo requinte dos demais modelos da montadora alemã
Recuperação
Schwarzenbauer reconheceu que a Audi pecou no Brasil nos últimos anos. Enquanto o mercado premium crescia no país, a marca conseguiu ir no sentido contrário, e viu suas vendas despencarem. Decisões erradas, como a de não participar do Salão do Automóvel de São Paulo em 2008, também contribuíram para arranhar a imagem da empresa no Brasil. No entanto, o momento parece ser diferente. A Audi mostrou que está saudável financeiramente, mesmo com a crise, pois tem dinheiro em caixa suficiente para financiar seus investimentos sem necessitar de crédito externo. Por isso não demitiu ninguém e não mudou o planejamento futuro.
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Assim, a empresa pretende reconstruir sua imagem no país, como fez na Europa nos últimos anos, onde foi apontada, por pesquisas das duas principais revistas alemãs (Auto Bild e Auto Zeitung), a "marca mais sofisticada do continente", ficando a frente, pela primeira vez, de BMW e Mercedes-Benz. A meta principal hoje é anunciar rapidamente o nome do presidente da subsidiária brasileira. Shwarzenbauer irá pessoalmente ao Brasil para revelar o nome, no dia 1º de abril.
O próximo passo será recuperar o moral dos 17 concessionários no Brasil. Para o diretor, a empresa focou demais na venda do A3 nacional, que deixou de ser produzido em 2006. Isso deixou as lojas (e a marca) sem direção no país: “Precisamos mostrar que temos um portfólio de produtos premium muito bom. Ainda temos a imagem de empresa que só vende A3. Isso tem de acabar rapidamente”, disse. “Modelos como o TTS, o Q5 e o S3 servem para fortalecer a imagem do país. Então, precisamos trabalhar em cima deles e de todos os outros que já estão à venda.”
Ele revelou que a Audi se tornará, já no ano que vem, a marca premium que mais vende na Europa, superando BMW e Mercedes-Benz. No Brasil, como os planos ainda estão no começo, isso só deve acontecer em 2015. Mesmo assim, planos de voltar a produzir no Brasil estão descartados, por enquanto. “Nosso parque industrial é grande o suficiente para atingirmos nossos objetivos.”
Traduzindo em números: a Audi vendeu 1.003 milhão de veículos no mundo em 2008. Desses, 1.427 foram emplacados no Brasil, 15% do total do mercado premium. Em 2009, a meta no mundo é vender 900 mil (ligeira queda por causa da crise). No Brasil, o objetivo são 2 mil unidades. Em 2015, a Audi quer atingir 1,5 milhão de unidades vendidas no mundo, sendo 5 mil no Brasil, o que representaria 30% do segmento premium.
Crise
Schwarzenbauer comentou ainda sobre a crise mundial do setor automotivo. Segundo ele, a Audi calcula que 2011 será o ano da virada, em que tudo já terá passado. “Analisamos todas as crises econômicas do mundo nos últimos 80 anos e cada uma delas durou em média entre três e quatro anos. Não será diferente dessa vez”, afirmou.
O diretor acredita que boa parte da crise é psicológica. “Basta analisar os números. Tivemos ligeira queda, mas, de tudo que anda acontecendo, a maior parte deste encolhimento é psicológico. A crise é, realmente, 30% do que dizem. Portanto, não demoraremos para recuperar, e, em 2010, já sentiremos um recomeço”, disse. Para ele, o setor irá se acertar, mesmo que algumas empresas possam vir a fechar.
Assim, a empresa pretende reconstruir sua imagem no país, como fez na Europa nos últimos anos, onde foi apontada, por pesquisas das duas principais revistas alemãs (Auto Bild e Auto Zeitung), a "marca mais sofisticada do continente", ficando a frente, pela primeira vez, de BMW e Mercedes-Benz. A meta principal hoje é anunciar rapidamente o nome do presidente da subsidiária brasileira. Shwarzenbauer irá pessoalmente ao Brasil para revelar o nome, no dia 1º de abril.
O próximo passo será recuperar o moral dos 17 concessionários no Brasil. Para o diretor, a empresa focou demais na venda do A3 nacional, que deixou de ser produzido em 2006. Isso deixou as lojas (e a marca) sem direção no país: “Precisamos mostrar que temos um portfólio de produtos premium muito bom. Ainda temos a imagem de empresa que só vende A3. Isso tem de acabar rapidamente”, disse. “Modelos como o TTS, o Q5 e o S3 servem para fortalecer a imagem do país. Então, precisamos trabalhar em cima deles e de todos os outros que já estão à venda.”
Os esportivos S3 e TTS também estão nos planos da marca no Brasil para 2009
Traduzindo em números: a Audi vendeu 1.003 milhão de veículos no mundo em 2008. Desses, 1.427 foram emplacados no Brasil, 15% do total do mercado premium. Em 2009, a meta no mundo é vender 900 mil (ligeira queda por causa da crise). No Brasil, o objetivo são 2 mil unidades. Em 2015, a Audi quer atingir 1,5 milhão de unidades vendidas no mundo, sendo 5 mil no Brasil, o que representaria 30% do segmento premium.
Crise
Schwarzenbauer comentou ainda sobre a crise mundial do setor automotivo. Segundo ele, a Audi calcula que 2011 será o ano da virada, em que tudo já terá passado. “Analisamos todas as crises econômicas do mundo nos últimos 80 anos e cada uma delas durou em média entre três e quatro anos. Não será diferente dessa vez”, afirmou.
O diretor acredita que boa parte da crise é psicológica. “Basta analisar os números. Tivemos ligeira queda, mas, de tudo que anda acontecendo, a maior parte deste encolhimento é psicológico. A crise é, realmente, 30% do que dizem. Portanto, não demoraremos para recuperar, e, em 2010, já sentiremos um recomeço”, disse. Para ele, o setor irá se acertar, mesmo que algumas empresas possam vir a fechar.
Peter Schwarzenbauer, diretor mundial de vendas e marketing, posa ao lado de outros executivos da marca durante coletiva
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