Documentário traz de volta a saudosa TV Manchete - Confira o Teaser

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cão chamado 'Huguito' em novela da Colômbia irrita governo da Venezuela

Notícia do G1 Mundo

Personagem 'insulta' orgulho venezuelano, disse órgão regulador.
'Brincadeira' ocorre em momento tenso da relação entre os vizinhos.

Da Reuters

O governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, exortou uma emissora de TV privada a deixar de exibir uma telenovela colombiana na qual há um cão chamado "Huguito" e que, segundo o governo, insultaria o orgulho nacional venezuelano.

A novela "'Chepe Fortuna" - o título é o nome do personagem principal - também tem uma personagem que é uma secretária fofoqueira chamada "Venezuela".

Em um episódio, Venezuela perde seu cãozinho Huguito e uma amiga a consola: "Você vai se libertar, Venezuela!"

A secretária Venezuela e seu cão, Huguito, em cena da novela publicada no YouTube.A secretária Venezuela e seu cão, Huguito, em cena da novela publicada no YouTube. (Foto: Reprodução)

Somada ao pano de fundo das relações tensas entre os dois países vizinhos andinos nos últimos dez anos, a sátira provocou uma reação fortemente negativa do Conatel, o órgão estatal que regulamenta as telecomunicações na Venezuela.

"Venezuela é repetidamente caracterizada como estando ligada ao crime, à ingerência e à vulgaridade, numa manipulação descarada da trama que visa desmoralizar o povo venezuelano", disse a Conatel.

Na quinta-feira, a emissora local Televen deixou de exibir o capítulo do dia da novela.

Colombianos e venezuelanos adoram telenovelas, muitas das quais refletem as realidades políticas e sociais nacionais.

A sátira feita à Venezuela em "Chepe Fortuna" se dá num momento delicado, em vista da história de rupturas diplomáticas entre os governos de Bogotá e Caracas, ideologicamente opostos, desde que Chávez chegou ao poder, em 1999.

Críticos dizem que Chávez reprime a liberdade da mídia em seu país. Mas o presidente e seus partidários apontam para as críticas e sátiras a seu governo como provas da pluralidade supostamente existente no país.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Marcela Temer: A musa da República

Notícia do site da Revista Época
Reportagem de Mariana Sanches, com Isabel Clemente

Quem é a ex-miss que leva o nome do vice-presidente, 43 anos mais velho, tatuado na nuca

Dorivan Marinho/Fotoarena/Folhapress
NOVIDADE NO PLANALTO
Marcela chamou a atenção pela beleza e pelo figurino, considerado ousado

Marcela Tedeschi Temer está surpresa por ter se tornado a grande atração da posse da presidenta Dilma Rousseff. A ausência deuma primeira-dama, somada à beleza juvenil de ex-miss Campinas, rara no ambiente político de Brasília, transformou a mulher do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) em uma celebridade instantânea, sucesso na TV, nos jornais e na internet. “Não esperávamos por isso. Ela está um pouco assustada, esperando que isso vá passar logo”, disse a ÉPOCA Norma Araújo, de 57 anos, mãe de Marcela.

Segundo Norma, se soubesse do frisson que causaria, Marcela teria se preparado melhor para a cerimônia. O figurino com o qual a mulher de Temer subiu a rampa do Palácio do Planalto – uma saia justa de cetim e cintura alta com uma blusa berinjela que deixava um ombro à mostra – foi considerado “ousado” pela consultora de moda Costanza Pascolato. “Se houvesse protocolo no Brasil, ela não poderia ter ido à posse vestida com aquela roupa”, diz Costanza. De acordo com Norma, a preparação da filha para a festa foi extremamente simples. Marcela copiou o traje de uma revista de celebridades. A confecção das peças ficou a cargo de um costureiro desconhecido de São Paulo, amigo da dermatologista da senhora Temer. Marcela disse que usava bijuterias, e não joias, no dia da posse.

Aos 27 anos, ela é a terceira mulher de Michel Temer, de 70. Descrita pela família e pelos amigos como “discreta e recatada”, em quase oito anos de casamento ela apareceu em raríssimas ocasiões públicas ao lado do marido. Não frequenta festas em São Paulo nem em Brasília. Tampouco é vista no Congresso.

“A Marcela costuma dizer que a política ela deixa para o Michel”, diz seu tio, Geraldo Araújo. Ela nunca morou com o marido em Brasília. Até hoje, sempre ficou em São Paulo, em companhia do filho do casal, Michelzinho, de 2 anos. A bela vai agora se mudar para a capital federal. O Palácio do Jaburu, residência oficial dos vice-presidentes da República, passa por algumas reformas, inclusive com a instalação de proteção na piscina, para receber a família.

“Posso dizer que o Michel foi o primeiro namorado, namorado mesmo, da Marcela”
NORMA ARAÚJO, mãe

Marcela é a segunda de três filhos de uma dona de casa e um economista. Nasceu em Paulínia, no interior paulista. Foi educada em escola estadual. Na adolescência, costumava acompanhar a mãe, evangélica, aos cultos – hábito que perdeu depois do casamento. O único emprego que consta em seu currículo é o de recepcionista, aos 19 anos, no extinto jornal O momento, de Paulínia. A experiência durou quatro meses. “Marcela ganhava muito pouquinho e sua função era atender o telefone e receber os anunciantes. Ela era tímida, só falava o que lhe perguntavam”, diz o empresário Paulo Berenguel, seu ex-patrão. Desde que se casou com Michel Temer, Marcela não voltou a ter um emprego.

reprodução e Edgard Castelón/AAN/AE
UNIÃO
Marcela e Michel Temer no casamento do casal (foto menor), em julho de 2003. Antes de se casar, ela participou de concursos de miss (acima)

Em 2002, ela decidiu participar de concursos de miss. Tinha 19 anos, “Foi uma empolgação de adolescente”, diz a mãe. A primeira disputa foi em Paulínia, e Marcela ficou em segundo lugar. Depois vieram o título de Miss Campinas e o de Vice-Miss São Paulo. “A personalidade da Marcela chamava a atenção”, diz Daniella Vieira, uma de suas concorrentes no Miss Paulínia. “Ela era mais madura e reservada que as outras meninas.” A amiga a descreve como “avessa a badalação”, diz que “não saía à noite” e parecia ter “a intenção de casar e ter filho cedo”. “Pela beleza do corpo e do rosto, e pelo porte, Marcela merecia ter ganho em Paulínia”, diz Daniella.

No mesmo ano dos desfiles, Marcela conheceu Michel Temer. Ela acompanhava seu tio Geraldo, filiado ao PMDB e funcionário da prefeitura de Paulínia, a uma convenção do partido em que o vice-presidente também estava. Temer se encantou por ela ao primeiro olhar, relata o tio. E pediu um encontro com a moça. O convite foi aceito, mas Marcela foi ao encontro acompanhada pela mãe, Norma. Temer pediu a ela que permitisse o namoro entre os dois. “Posso dizer que Michel foi o primeiro namorado, namorado mesmo, de Marcela”, diz Norma. “Os propósitos dele eram corretos. Ele é uma pessoa maravilhosa.” Por cerca de um ano, Temer ia quase todos os fins de semana a Paulínia se encontrar com Marcela. O casamento, apenas no civil, aconteceu em julho de 2003, na casa de Temer, em São Paulo. A cerimônia foi restrita aos familiares dos noivos. De acordo com a família, não houve problemas pela diferença de idade do casal. “Isso nunca foi uma questão para nós, nem para eles”, diz Geraldo. Segundo ele, Marcela tem ótima relação com as três filhas de Temer, frutos de seu primeiro casamento. A primogênita de Temer é mais velha que Marcela. Temer tem ainda um filho, de 10 anos, do relacionamento que teve com uma jornalista.

Depois do casamento, Marcela, que tinha vagas aspirações de ser modelo, deixou os planos de lado. Em homenagem ao marido, tatuou o nome dele na nuca. E, sob influência de Michel, bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo, ela ingressou na Faculdade Autônoma de Direito, em São Paulo. Formou-se no final de 2009, mas, segundo sua mãe, não prestou ainda o exame da Ordem dos Advogados do Brasil. A gravidez, primeiro, e os cuidados com o filho, depois, teriam impedido. Norma diz que prestar a OAB está nos planos da filha. Mas seu principal projeto agora parece ser submergir, afastar as comparações com a primeira-dama da França, Carla Bruni, e retornar ao posto de esposa discreta que ocupou nos últimos sete anos.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Apliques: confira três maneiras rápidas e fáceis de mudar o visual

Notícia do site GNT
Por Cecilia Minner
  • 1
    Coque arrumadinho
    O coque é opção para enfrentar o calor com classe e o fake é a pedida ideal para as que não têm muito jeito para arrumar o próprio cabelo. Fácil de colocar, ele dá um ar clássico ao visual, arrumadinho e que não vai despencar. Confira o passo a passo.

  • 2
    Rabo de cavalo
    Cansou de cabelo curto? O aplique de rabo de cavalo longo pode ser uma opção. Ele dá um efeito incrível e confere até certo poder às mulheres. Fácil de colocar, o acessório é indicado para aquelas que gostam de praticidade. "As mulheres levam cerca de 15 minutos para colocarem o aplique", explica a gerente da loja Fiszpan Claudia Almeida. Confira o passo a passo.
  • 3
    Mechas
    Para colorir os cabelos sem ficar horas no salão e sem se arriscar nas tintas, a dica é apostar em mechas coloridas. Elas dão uma renovada no visual e ainda podem servir de teste enquanto você decide se mexe ou não na coloração dos fios. "Em vez de estragar o cabelo usando tintura, as mulheres optam pelos apliques. Eles pode ser lavados com água morna e aceitam calor, como um cabelo natural", explica Claudia Almeida. Confira o passo a passo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Governo de Cuba inicia processo de demitir 500 mil servidores

Notícia do G1 Mundo ( da Reuters)

Demissões são parte das reformas do regime cubano feitas por Raúl Castro. Sindicalistas prometem supervisionar as demissões.


O governo de Cuba começou nesta terça-feira (4) o processo que prevê demitir meio milhão de trabalhadores do serviço público, segundo fontes sindicais. A medida é uma das principais reformas do presidente Raúl Castro para impulsionar a economia da ilha comunista.

Não ficou claro se a demissão dos funcionários do Estado tinha começado imediatamente ou se os vários ministérios estavam começando a decidir quem seriam os demitidos. O governo informou que planeja cortar 500 mil servidores públicos de sua inchada folha de pagamento até março.

'Cabe a nós o papel de guardiões da reestruturação do trabalho, que vai começar (na terça-feira)', disse o chefe da Federação dos Trabalhadores de Cuba, Salvador Valdés Mesa, de acordo com a estatal rádio Rebelde.

Funcionários em frente ao Ministério do Açúcar, em Havana, nesta terça-feira (4).Funcionários em frente ao Ministério do Açúcar, em Havana, nesta terça-feira (4). (Foto: AFP)

Segundo ele, o sindicato iria supervisionar as demissões, inicialmente dirigidas aos trabalhadores dos ministérios do Açúcar, Agricultura, Construção, Saúde Pública e Turismo, para assegurar que sejam realizadas sem 'violações, paternalismo, favoritismo ou outra tendência negativa qualquer'.

Os cortes são parte da reforma do comunismo cubano implementada por Raúl Castro, que visa acabar com problemas crônicos da economia da ilha caribenha.

A economia de Cuba, duramente atingida por furacões de 2008 e pela crise financeira global, está insolvente e teve que reduzir drasticamente as importações, congelar contas bancárias locais de empresas estrangeiras e dar o calote de pagamentos a credores nos últimos dois anos.

Raúl Castro quer reduzir o papel do Estado, ao mesmo tempo em que mantém o controle da economia, que terá uma ampliação do setor privado e um Estado que gaste menos.

Na maioria dos casos, os trabalhadores despedidos receberão ofertas de outros empregos, que poderão aceitar ou recusar.

O plano prevê que cerca de 200 mil trabalhadores demitidos passem a participar de cooperativas, criadas a partir de empresas atualmente controladas pelo Estado.

O governo também começou a emissão de 250 mil novas licenças para autônomos. Pela primeira vez, os trabalhadores independentes vão ser autorizados a contratar trabalhadores.

Os cubanos recebem benefícios sociais como saúde e educação gratuitas, mas ganham em média o equivalente a cerca de US$ 20 por mês.

A segunda rodada de cortes será feita mais tarde, com pelo menos 500 mil trabalhadores sendo removidos da massa salarial do Estado ao longo dos próximos anos.

Os sindicatos devem 'convencer (os trabalhadores) da necessidade destas medidas para a economia do país, com a segurança de que, no final, ninguém ficará desprotegido', disse Valdés.

Autoridades disseram que o governo começou a cortar postos de trabalho já em outubro, pouco depois de Fidel Castro anunciou seu pacote de reformas.

Houve rumores não confirmados de que as demissões foram adiados enquanto o programa de licenciamento de autônomos estava sendo criado, pois o governo queria evitar excessiva movimentação social.

O governo disse que os funcionários públicos determinarão quais trabalhadores serão mantidos, com base na sua produtividade.

'Sabemos que, se não há produtividade, nunca vai haver um aumento nos salários. Então é uma medida necessária que tem de ser entendida', disse Mayda Vega, chefe de um gabinete no Ministério da Agricultura.